Premiados pela corrupção
Por praciano ~ 13 janeiro, 2010. Pertencente a: Artigos e Opinião, Destaque.
Tramita no Congresso Nacional um Projeto de Lei Complementar de iniciativa popular com forte apoio da igreja católica, da associação de magistrados e entidades de combate à corrupção, conhecido como Projeto da Ficha Limpa. Essa proposta objetiva que políticos que tenham sidos condenados na Justiça por crimes graves como desvio de verbas públicas não podem mais se candidatar a cargos eletivos.
Eu sou favorável à proposta, ressalvando que a inegibilidade só ocorra em casos de condenação por colegiado de magistrados. Defendo que quem se aproveita de um cargo público e ainda mais eletivo, para roubar dinheiro público deve ser afastado da vida pública para sempre, assim, como luto para que a corrupção seja um crime inafiançável, ou seja, que o corrupto não possa mais pagar um valor em dinheiro para sair da prisão.
Não é de hoje que vemos políticos envolvidas em escândalos de corrupção, pessoas moralmente banidas da vida pública, retornarem nas eleições pelo voto popular ou graças a nomeações graciosas concedidas pelos governantes. O que não falta são exemplos como Jader Barbalho, Paulo Maluf e Severino Cavalcante todos símbolos de corrupção ocupando cargos públicos.
No Brasil e no Amazonas, há uma contradição enorme à medida que essas pessoas, ao invés de serem punidas pelos seus atos, acabam por serem premiadas com cargos eletivos, comissionados e funções de grande relevância na esfera pública.
É só lembrarmos dos envolvidos em operações da Policia Federal, tais como: Vorax, Matusalém, Albatroz, Saúva e outras em que foram descobertos desvios de milhões de reais dos cofres públicos. Hoje, os envolvidos estão soltos e muitos ocupando postos de destaque na administração pública, nos parlamentos e até em órgãos de fiscalização de dinheiro público. Foram agraciados pelas irregularidades cometidas contra o povo. É o premio pela corrupção.
Não podemos aceitar pessoas com histórico suspeito de corrupção sendo nossas autoridades. Na hora de votar, o eleitor deveria analisar tudo isso. Será que um governante, que se envolveu com corrupção ou trouxe de volta para a vida pública uma pessoa envolvida com corrupção ou sob grave suspeição, merece seu voto? Quem pratica a corrupção não pode ser premiado.
