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Para Praciano Battisti não pode ser julgado como criminoso comum

Por praciano ~ 18 novembro, 2009. Pertencente a: Notícias.

 

Compondo uma comitiva de parlamentares, deputados e senadores, que visitou o preso político Cesare Battisti na Penitenciária da Papuda, em Brasília, o deputado federal Francisco Praciano (PT-AM) prestou solidariedade ao militante político italiano que se encontra preso há dois anos e 8 meses no Brasil.

 

Para Praciano, a situação de Cesare Battisti, que é fruto dos conflitos sócio-políticos que sacudiram a Itália dos anos 70, quando grupos políticos dos mais variados matizes ideológicos lutavam pelo poder, deve ser analisada detalhadamente, sem açodamentos, levando-se em conta os preceitos constitucionais no que tange aos chamados “crimes políticos”, que não devem, em nenhuma hipótese, ser confundidos com crimes comuns.

 

Praciano acredita que as acusações feitas contra Cesare Battisti geram muitas dúvidas, já demonstradas pela defesa do acusado nos autos do processo, que devem ser levadas em consideração, como, por exemplo, quanto aos homicídios, quando é informado que um deles ocorreu no dia 16 de fevereiro de 1979, às 15h, na cidade de Milão, e outro foi cometido no mesmo dia, às 16h50, na cidade de Mestre. Ora, a distância entre essas duas cidades é de cerca de 500 quilômetros, o que deixa fora de dúvida que, ou as informações estão erradas ou são absolutamente falsas.

 

O deputado analisa que o que está sendo julgado não é só o caso específico de Cesare Battisti, mas o próprio conceito de refugiado político, considerando que um acusado de “crimes políticos” está sendo julgado como se fosse criminoso comum. Deportar Cesare Battisti, portanto, segundo o deputado, é jogar por terra o entendimento mundial sobre o conceito de refugiado político, que garante aos perseguidos por idéias políticas solicitar asilo em nosso país.

            

Também participaram da comitiva os senadores Eduardo Suplicy (PT/SP), José Nery (PSOL/PA) e Paulo Duque (PMDB/RJ), os deputados federais Praciano (PT/AM), Luiz Couto (PT/PB), Pedro Wilson (PT/GO), Chico Alencar (PSOL/RJ) e Ivan Valente (PSOL/SP)

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