Trânsito ainda sem solução
Por praciano ~ 15 setembro, 2009. Pertencente a: Artigos e Opinião, Destaque.
Manaus cresceu e continua crescendo desordenadamente, por falta de planejamento dos administradores do passado e do presente. Hoje, temos uma cidade com 5 mil becos e vielas mas que possui uma frota de aproximadamente 350 mil veículos e ainda recebe, todos os meses, 3 mil carros novos para circularem em uma rede viária com poucas vias principais. Além disso, o serviço de transporte coletivo é tão ruim que se tornou o principal motivo para que as pessoas comprem carros. A cidade está parando.
Na semana passada, o prefeito Amazonino Mendes informou que vai entregar o sistema de trânsito de Manaus para uma empresa de fora do Estado, porque não confia na atuação do órgão de trânsito da cidade, o IMTT.
Em primeiro lugar, se o prefeito não confia no órgão porque este está cheio de gente despreparada e que recebe propina, como ele mesmo disse, porque então deixou a cargo do IMTT a elaboração da tarifa do transporte coletivo?
Em segundo lugar, o problema do trânsito de Manaus não se resolverá, simplesmente, transferindo-se para uma empresa de fora as atribuições que hoje são do órgão da prefeitura. A falta d’água em Manaus mostra que privatização, por si só, nunca foi sinônimo de solução dos nossos problemas. Medidas urgentes e objetivas, a curto e a médio prazo, isso sim, é que devem ser tomadas pela prefeitura.
A curto prazo, por exemplo, é preciso tapar os buracos dos asfaltos, sinalizar as ruas que não possuem sinalização, mudar os sentidos de algumas vias nos horários de pico, aumentar o número de agentes de trânsito (azulzinhos), organizar os semáforos – instalando-se, em alguns pontos, semáforos inteligentes controlados por uma central com utilização de câmeras – e colocar os azulzinhos para orientarem o trânsito nos principais cruzamentos, principalmente nos horários de pico.
As medidas de longo prazo, como a construção de viadutos e passagens de nível e a implantação de metrô ou monotrilho, também devem ser consideradas pela prefeitura, mas em discussão com a sociedade, com as universidades e com especialistas em trânsito e transporte.
