Governo Lula no Amazonas

A redução da jornada de trabalho

Por praciano ~ 26 agosto, 2009. Pertencente a: Artigos e Opinião, Destaque.

foto-1-maiorO Congresso Nacional deve votar em breve a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231que visa reduzir de 44 para 40 horas a jornada de trabalho no Brasil. A iniciativa dos senadores Paulo Pain (PT-RS) e Inácio Arruda (PCdoB-CE) também pretende aumentar o valor da hora extra de 50% para 75% sobre o valor da hora normal de trabalho.

Sabemos que o embate entre trabalhador e patrão é histórico. Exisitiu no passado, existe hoje e existirá no futuro. O patrão sempre quer aumentar o lucro e diminuir as despesas com o trabalhador; já o trabalhador busca maior remuneração e mais benefícios. Essa luta é legítima em todos os países em que há uma democracia consolidada, como o Brasil.

Eu já adianto meu voto favorável aos trabalhadores e defendo essa luta como uma luta justa e necessária. Defendo, primeiramente, porque acredito que não trará prejuízo aos empresários, porque a redução da jornada já está paga.

Hoje, cada trabalhador, seja da indústria, do comércio ou do serviço, produz por ano até 80 vezes mais do que recebe. Em 2004, um trabalhador do pólo industrial de Manaus, por exemplo, produziu R$ 345 mil e recebeu durante todo o ano somente R$ 3,7 mil. Em 2008, o mesmo trabalhador produziu R$ 537 mil, e recebeu R$ 7,8 mil, ou seja, menos de uma semana de trabalho é suficiente para pagar a remuneração do ano todo.

Também defendo essa ideia porque o aumento da produtividade é financiado com recursos públicos, seja por investimento em estradas, portos, hidrovias, energias, pesquisa e qualificação de mão-de-obra (escolas e faculdades). Então, se o dinheiro é público, significa que o trabalhador também financia o lucro do empresário e precisa ser valorizado.

Apesar dos avanços, o tratamento dispensado ao trabalhador brasileiro ainda é cruel. Já que acorda às 4 horas da manhã e só retorna para casa às 19 horas. Em países da Europa, o trabalhador já conquistou a jornada de 36 horas e, no entanto, continuam como as maiores economias do mundo. Essa é a justiça social que queremos e não pode ser conquistada sem distribuição de riqueza.

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