Governo Lula no Amazonas

Amazonas no rabo da fila do Ensino

Por praciano ~ 28 abril, 2009. Pertencente a: Amazonas.

Rio de janeiro (AE) – Estudantes das escolas públicas no Amazonas estão entre os que ficam menos tempo em sala de aula. Eles estão abaixo do tempo dos alunos do Acre e de Rondônia. Os melhores rankings são do Distrito Federal e dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Alunos brasileiros com idades entre 4 e 17 anos permanecem em média 3,86 horas por dia nas escolas, tempo inferior ao que é exigido pela Lei de Diretrizes e Bases, que prevê jornada mínima de 4 horas diárias. Esse período é ainda menor se forem levadas em consideração determinadas faixas etárias – crianças de até 6 anos ficam 1,71 hora e adolescentes de 15 a 17 anos têm 3,21 horas diárias de aula.

Os dados foram obtidos pelo economista Marcelo Néri, da Fundação Getúlio Vargas, a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Ele levou em consideração três índices: de matrícula, de presença às aulas e de jornada oferecida pelas instituições para chegar ao Tempo de Permanência na Escola (TPE).

Num ranking nacional, Brasília (4,38 horas/dia), São Paulo (4,25) e Rio de Janeiro (4,14) encabeçam a lista. No extremo oposto estão Acre e Rondônia (ambos com 3,35 horas diárias) e Amazonas (3,41).

O estudo mostra que o fato de receber o Bolsa Família não causa impacto no período em que o aluno com idade entre 7 e 14 anos permanece em sala de aula. A média da população nessa faixa etária que não recebe a transferência de renda é de 4,19 horas, ante 4,08 horas para os estudantes beneficiados pelo auxílio do Governo Federal. Néri lembra que 98% das crianças dessa idade estão matriculadas.

O economista defende o “bolsa pré-escola”, para alunos de 0 a 6 anos. “Hoje a condicionalidade do Bolsa Família para essa faixa etária é a vacinação, mas mais de 90% das crianças já estão sendo vacinadas. E a pré-escola muda a vida da criança.” Ele também defende o “bolsa-qualidade”, para alunos entre 7 a 14 anos. “A criança está na escola, mas qual o resultado? É preciso avaliar como está o aprendizado”.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que também considera insuficiente o período de quatro horas diárias de aula. “Por isso sou francamente favorável ao segundo turno sob a responsabilidade da escola, não necessariamente na sala de aula. Por esse motivo estamos instalando banda larga em todas as escolas, investindo no Mais Educação”, afirmou.

Encaminhamento: cabe um registro com um discurso

1 comentário para Amazonas no rabo da fila do Ensino

  1. Renilton

    É lamentável o que está acontecendo com o transporte de Manaus, além de ser precário, com um monte de sucatas que demoram até uma hora, temos esta redução para os estudantes, sem falar na educação que com certeza sentirá o impacto dessa medida.

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